domingo, 27 de novembro de 2011

LÁGRIMAS DA ALMA

     Pessoas que não conheci vidas que não vivi...
     O medo da morte dissolve os dias ,não existe mais esperança,tudo acabou...mas pra ter um fim é necessário haver o começo...
      Foi em uma casa de prostituíção onde tudo começou,aquela menina bela de corpo escultural,a mais desejada,tinha quinze anos apenas.Estava caminhando para um túnel sem saída,caminho sem volta,onde o escuro da noite se faz presente e a sombra da morte é constante.
      No começo ela até se divertia,sentia-se livre,independente,havia saído da casa dos pais,a mais de um mês,as madrugadas de prazeres,ocupavam o espaço da família,não regressaria ao lar,mesmo que a mãe inssistisse,não desejava voltar atrás de sua decisão.
O tempo passa,quando os sentimentos não são verdadeiros as pessoas também passam,ficam as marcas e as lembranças...
Para muitos a juventude é a melhor fase da vida,não foi para essa menina.O abuso da bebida alcólica,do cigarro,e outras drogas e a falta de cuidados,levou-a a uma gravidez,prematura e problemática.
     Depois de alguns exames o médico constatou que a criança possuía certa deficiência,e precisaria de cuidados especiais.O aborto seria a solução,mas custava muito dinheiro,e havia um alto risco de vida,o medo à dominava.
Procurou os pais,os quais a receberam de braços abertos,deram a ela todo o amor e carinho mesmo a filha tendo desprezado-os, no passado.
     Com os exames feitos durante a gravidez,descobriu-se também que seu corpo estava possuído,por uma inimiga mortal: a AIDS.
     Os dias se passavam,a depressão à dominava,a sensassão de desespero,e solidão se faziam presentes...
     Era chegada a hora do nascimento de seu filho,estava fraca.Os médicos tomaram os devidos cuidados para que a criança não herdasse o mesmo mal da mãe,mas não foi suficiente,a criança morreu momentos, depois de ter nascido devido a complicações respiratórias.
Saindo do hospital,sentia o peso da culpa sobre seus ombros,o olhar ameaçador das pessoas a sua volta,temia o barulho do vento,e assustava-se com o som das águas,sentia-se na mira do aguilhão da morte.
     Hoje com dezenove anos,a encontramos sobre uma cadeira de roda,com os dias de vida contados,não tem perspectiva de futuro.Enquanto nós temos sonhos e planejamos nossas vidas,ela chora lágrimas da alma de arrependimento,dor e sofrimento,a mente acusa-a.Tudo podia ter sido diferente...






quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PEDIDO DE PERDÃO


PEDIDO DE PERDÃO
Arrependo-me completamente de ter destruído minha vida. Tinha tudo que precisava: amigos, família, estudo e sonhos que apagaram-se.Envolvi-me com más compainhas que usavam drogas,então sem ter percebido também estava usando e acabei com minha família.
Meu mundo tornou-se uma solidão.No começo eu usava maconha escondido apenas por prazer.
E tudo foi saindo do controle, viciei-me,fiquei totalmente alucinado,e o pior é que eu fazia de tudo para conseguir uma pedra de crack ou um cigarro.Lembro-me detalhadamente do dia em que espanquei minha própria mãe e tudo porque ela não deu-me dinheiro para sustentar meu vício.Ela sempre me deu amor e carinho,agora está morta,morreu depressiva e por minha culpa.Se arrependimento matasse, o que seria de mim?Mas como não mata, quem mata são eles...os traficantes.Eu devia dinheiro a essa gente, e como o perdão não é uma qualidade deles,estes bateram-me,torturaram-me e deixaram-me jogado em uma sarjeta,tetraplégico.
Hoje eu sofro muito. Não tenho mais ninguém.Estou atirado em uma clínica pública de reabilitação para dependentes químicos,passando frio,fome e sem poder mexer-me.Estou apenas esperando a hora de encontrar minha mãe para pedir-lhe perdão.Se eu tivesse conhecimento dos problemas que as drogas trariam-me,não usaria nenhuma.


                                                                         ALEF CARVALHO